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Seminário ajudará a divulgar curso superior de tecnologia

Quarta-feira, 05 de maio de 2010 - 10:36 - Estão abertas as inscrições para o seminário internacional Cursos Superiores de Tecnologia: Educação e o Mundo do Trabalho. O encontro, no dia 31 próximo, em Brasília, reunirá delegações de várias partes do mundo. As do Uruguai, Argentina, Canadá, França e Chile já confirmaram participação. O seminário também marcará o lançamento da edição de 2010 do Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia. No Brasil, o número de matrículas nesses cursos saltou de 81,3 mil em 2002 para 421 mil, de acordo com o Censo da Educação Superior divulgado no ano passado. Apesar do crescimento na oferta e na procura, grande parte da população e dos educadores ainda tem dúvidas, que vão da validade do diploma de nível superior à duração dos cursos. O seminário, além de permitir a troca de experiências entre países, pretende ampliar a divulgação dos cursos tecnológicos. “O país cresce e o setor produtivo pede mão de obra qualificada. Os cursos superiores de tecnologia permitem a qualificação voltada para o mercado de trabalho em menor tempo”, afirma Ariane Chagas, coordenadora-geral de supervisão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Catálogo — A nova edição do Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia inclui dez novos cursos, divididos nos eixos tecnológico-militar (seis cursos), segurança (três) e apoio educacional (um). O Catálogo orienta instituições e estudantes sobre o teor e a infra-estrutura de cada formação. As inscrições para o seminário internacional devem ser feitas na página eletrônica do Ministério da Educação. Assessoria de Imprensa da Setec FONTE: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15392

Erros nas avaliações sempre vão ocorrer, diz ex-presidente do Inep

Nos quatro anos em que esteve à frente do Inep (instituto do MEC responsável por estudos e avaliações educacionais), o economista Reynaldo Fernandes ajudou a criar o Ideb (índice que avalia a qualidade do ensino cada escola do país), venceu resistências à divulgação das médias do Enem por escola e consolidou avaliações no ensino superior. Sua passagem, no entanto, ficou marcada por um dos maiores traumas do governo Lula na educação: o furto da prova do Enem e as repetidas falhas nos processos de inscrição e seleção de vagas pelo exame. Em sua primeira entrevista cinco meses após sair do cargo, Fernandes diz lamentar que, após o furto, as discussões a respeito da segurança da prova tenham deixado em segundo plano o debate sobre o que se espera dos alunos ao término do ensino médio. Ele nega ter havido precipitação, mas admite que defendeu que o novo Enem fosse realizado já em 2009, por entender que seria um risco deixar para 2010 um projeto que começaria num governo e terminaria em outro. Fernandes afirma que as avaliações hoje estão consolidadas e que é quase impossível haver manipulação de dados com fins políticos. Mas, em sua opinião, erros pontuais, como a divulgação de médias erradas de alguns municípios ou escolas, sempre vão ocorrer. * FOLHA - Olhando agora de uma perspectiva externa, onde o senhor acha que o governo errou na crise do Enem? REYNALDO FERNANDES - Não há como garantir que um concurso seja 100% seguro, mas é possível reduzir os riscos. É preciso repensar o processo logístico do Enem, e é isto que o Inep está fazendo agora. Eu passei o ano passado quase inteiro discutindo as mudanças no exame. A única questão que não mudou foi o processo de escolha, por licitação, de uma empresa para aplicar as provas. E foi justamente aí onde houve problema [um consórcio sem experiência em exames de grande porte foi o vencedor]. Mas também não sei dizer o que teria acontecido caso o vencedor fosse outro. O fato é que o mercado mudou, e novas empresas passaram a ganhar as licitações do MEC. FOLHA - Houve uma etapa da licitação, no entanto, em que o Inep considerou apto para realizar o exame este consórcio vencedor (Connasel). Não foi um erro? FERNANDES - Cheguei, inicialmente, a sugerir internamente que não deveríamos fazer licitação, mas fui logo desaconselhado pela área jurídica. Eu sou apenas um especialista em educação. Há funcionários públicos cuja função é realizarem esses processos. A comissão de licitação é soberana e não cabia a mim questionar. Eu não podia, e nem acho que seria prudente, interferir nessa concorrência para retirar um ou outro consórcio da disputa. FOLHA - Por que vocês não deixaram para fazer as mudanças apenas neste ano, o que evitaria a correria do ano passado? FERNANDES - Nós fizemos reuniões com a área técnica e chegamos a conclusão de que era possível fazer já em 2009. Eu, particularmente, sempre defendi que ou fazíamos no ano passado ou era melhor não fazer e deixar o projeto como proposta para o próximo governo. Se eu faço em 2010, metade do processo ia ser conduzido por este governo e a outra metade por um novo governo. FOLHA - Apesar dos problemas, o novo Enem está consolidado? FERNANDES - A ideia da mudança do exame foi muito forte, e tenho esperança de que a gente consiga retomar a discussão mais importante, ou seja, qual conteúdo devemos esperar que os alunos aprendam. Antes do furto da prova, caminhávamos para a ampliação de um banco de itens [perguntas com mesmo grau de dificuldade] que nos permitisse regionalizar o Enem. Com isso, não precisaríamos fazer uma única prova no mesmo dia para o Brasil inteiro. Como as provas teriam o mesmo grau de dificuldade, poderíamos aplicar em diferentes datas e, caso houvesse um problema em um Estado, apenas ali cancelaríamos o exame. Mas, para fazer isso, é preciso acumular um bom número de questões, o que leva tempo. FOLHA - Além da crise do Enem, houve outros momentos críticos, como a descoberta de erros nas notas dos municípios no Ideb e na Prova Brasil. Foi o que aconteceu, por exemplo, com São Paulo na divulgação do Ideb de 2007. FERNANDES - Alguns desses erros vão se repetir sempre. Isso é normal. Não há como, num volume de avaliação desses, com seis milhões de alunos em quase todas as escolas, não acontecerem erros. Além de questões que envolvem a aplicação da prova, o Ideb é composto também da taxa de aprovação, informada pelos secretários, que às vezes passam um dado errado. Mas são erros pontuais e, quando apareciam resultados estranhos, eu sempre pedia para recalcular. Em alguns casos, se eu não tivesse feito esse pedido, ninguém nunca saberia que houve erro. Mas achei por bem sempre corrigir quando houvesse uma suspeita. FOLHA - O Inep está blindado contra interferência política na manipulação dos dados? FERNANDES - Acho que ainda temos que avançar mais na consolidação de carreiras e contratação de técnicos. Quem vai garantir a qualidade da informação são os funcionários do instituto. Mas acho extremamente difícil alguém conseguir manipular um dado. Para isso, eu teria que combinar um complô com conhecimento de muita gente. É muito pouco provável. FOLHA - Mas a data de divulgação de uma pesquisa, por exemplo, hoje pode ser facilmente alterada para influenciar no calendário eleitoral, por exemplo. FERNANDES - O ideal é realmente termos um calendário com as datas de divulgação das pesquisas acertadas com bastante antecedência, o que já acontece hoje, por exemplo, com o Pisa (exame que compara a qualidade da educação em vários países). Mas acho que estamos caminhando para isso. FOLHA - É comum encontrar diretores que não sabem dizer a média de sua escola no Ideb. Como fazer para que esses resultados sejam realmente utilizados para melhorar a qualidade da educação? FERNANDES - Eu tinha uma expectativa de que haveria uma mobilização maior da sociedade já em 2007 [primeiro ano de divulgação do Ideb]. Em 2009, no entanto, acho que houve grande mobilização, e espero que os resultados melhorem. Obviamente, este não será o único fator, mas quando há mais movimentação de todos em busca de melhores resultados, isso tende a influenciar nas notas. Não acho que as avaliações sejam soluções para tudo, mas elas estão ajudando a melhorar a qualidade da educação. FOLHA - Rankings baseados nas médias das escolas não passam uma informação muito limitada para a sociedade? FERNANDES - Este problema existe. A escola é muito mais complexa do que qualquer indicador. As avaliações dão uma informação importante, mas não completa. Além disso, a interpretação dos resultados é livre. Se há um problema de interpretação, o caminho é debater sobre como entendê-los melhor, em vez de simplesmente deixar de divulgar dados sobre cada escola. Quando sai a divulgação do Produto Interno Bruto, o indicador não nos diz se isso aconteceu por políticas do governo ou pelo comportamento do mercado externo. É uma questão de interpretação. O que a avaliação de escola mostra é apenas um indicador de aprendizado dos alunos. Isso tem a ver com ele, com sua família, com o ambiente e, também, com a escola. Mas acho que, aos poucos, vamos aprendendo a fazer uso dessas estatísticas. Eu me lembro bem que as pesquisas eleitorais causavam muita polêmica no início. Hoje, se você puxar conversa com um taxista, ele provavelmente terá noção do que significa uma margem de erro. Acredito que as pessoas mais relevantes de cada escola sabem melhor do que eu ou do que qualquer outro especialista com quem devem comparar seus resultados. O diretor sabe qual escola tem perfil semelhante. Os professores e pais também costumam saber com quem devem comparar os resultados. Com o tempo, estamos aprendendo. ANTÔNIO GOIS da Sucursal do Rio http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u729604.shtml

Compromisso é fundamental para obter a especialização

Segunda-feira, 03 de maio de 2010 - 12:57 - Fazer um curso de especialização sempre foi o sonho da professora Elizabeth Vieira Borges, de Rio Verde, Goiás. A meta, muitas vezes adiada por questões financeiras, começou a ser realizada em outubro de 2009, quando Elizabeth iniciou o curso de especialização em metodologia do ensino fundamental, na modalidade a distância, no Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação da Universidade Federal de Goiás (UFG). “Agora, enfim tenho a chance de realizar o sonho. Quero fazer a diferença na educação e, consequentemente, obter valorização profissional e satisfação pessoal”, diz a professora, que tem formação em normal superior. Com 22 anos de magistério, Elizabeth trabalha há 13 na Escola Municipal de Educação Fundamental Rosalina Borges. Hoje, atua como coordenadora pedagógica em turmas do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. Ela diz estar gostando do curso, que tem duração de um ano e meio, embora não esteja sendo fácil como imaginava: “A modalidade a distância exige muito comprometimento, um grande compromisso com a própria aprendizagem”, salienta. Segundo Elizabeth, a educação a distância requer que o estudante organize seu tempo, tenha dedicação aos estudos e às pesquisas e seja participativo nas discussões em fóruns e demais atividades on-line e presenciais, pois é avaliado rigorosamente a todo instante. “Os estudos e discussões em fóruns têm contribuído ricamente no aperfeiçoamento da prática pedagógica, pois aprender é um exercício constante para quem deseja ampliar conhecimentos”, afirma Elizabeth. Em sua opinião, o ensino a distância oferece várias oportunidades de conhecimento, crescimento e troca de informações. Para ela, a verdadeira educação ocorre em um ambiente de interação, crítica e trabalho em conjunto, o que garante reflexão e uma construção baseada em pesquisas, orientações, ações conjuntas e colaborativas. Oportunidade — Colega de Elizabeth na Escola Rosalina Borges, Rita de Cássia Oliveira também participa de curso a distância. Formada em pedagogia, ela agora faz uma segunda graduação, em história, graças à oportunidade aberta pelo Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica, ação conjunta desenvolvida pelo Ministério da Educação, instituições públicas de educação superior e secretarias de educação de estados e municípios. Os professores interessados nos cursos fazem a inscrição na Plataforma Freire, desenvolvida especialmente para esse fim. Com esse novo curso, iniciado em fevereiro, Rita espera conquistar novas oportunidades na área profissional. Ela tem gostado da experiência, embora perceba, a cada dia, a necessidade de muita dedicação. “Não é fácil estudar praticamente só, mas há a vantagem do horário flexível, que eu determino”, enfatiza. Rita é professora do ensino fundamental e também dá aulas na Escola Filadelfo Jorge da Silva Filho. Fátima Schenini FONTE: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15383

Enade tem nova data e será realizado em 21 de novembro

Segunda-feira, 03 de maio de 2010 - 11:53

O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2010 será realizado em 21 de novembro. A relação dos participantes selecionados será divulgada até 20 de setembro, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

O exame, previsto inicialmente para 7 de novembro, será aplicado às 13h (de Brasília) do dia 21 aos estudantes matriculados no primeiro e no último anos dos cursos de bacharelado em agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social, terapia ocupacional e zootecnia e dos cursos superiores de tecnologia em agroindústria, agronegócios, gestão hospitalar, gestão ambiental e radiologia.

Devem fazer as provas do Enade os estudantes ingressantes que até 2 de agosto tiverem completado entre 7% e 22% da carga horária mínima do currículo do curso. Além deles, os concluintes que tiverem alcançado pelo menos 80% da carga horária mínima do currículo do curso ou que tenham condições acadêmicas de conclusão neste ano letivo.

Para os cursos superiores de tecnologia com carga horária mínima de até duas mil horas, serão considerados ingressantes os estudantes que até 2 de agosto tiverem concluído entre 7% e 25% dessa carga; concluintes, aqueles que até a mesma data tiverem completado pelo menos 75% ou tenham condições acadêmicas de conclusão este ano.

Estão dispensados os estudantes que colarem grau até 31 de agosto e, na data de realização do Enade, os que estiverem oficialmente matriculados e cursando atividades curriculares fora do Brasil em instituição conveniada com a de origem.

A alteração da data foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 3.

Assessoria de Imprensa do Inep
FONTE: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15381

Popularização das ferramentas digitais impulsiona crescimento de cursos multimídia

IPod no bolso, smartphone na mão, laptop na mochila e Ipad na cabeça. Assim caminha hoje grande parte da humanidade. Com o objetivo de suprir esse público de conteúdo, o curso de produção multimídia está em alta entre as graduações superiores de tecnologia --mais curtas e voltadas para o mercado de trabalho que os bacharelados.

Segundo cadastro do Ministério da Educação, 30 instituições de ensino superior oferecem o curso. Outras 26 aguardam autorização para lançá-lo.
Uma faculdade que recebeu recentemente autorização para ter a graduação foi o Istituto Europeo di Design. Até o início de 2009, seus cursos eram considerados livres. Em outubro, foram reconhecidos pelo MEC como de graduação.

Assim, design digital passou a se chamar produção multimídia para se enquadrar no catálogo nacional de cursos tecnológicos.

Quem se matriculou até 2009, como Vinícius Fragoso, 21, não terá direito ao diploma quando se formar. Mas ele não liga. "Optei pelo IED pela qualidade. Nessa área não tem muita gente formada." Hoje trabalhando como freelancer em sites, quer um emprego fixo. "É um curso muito amplo. Pode formar animadores, webdesigners, programadores, profissionais de música ou artistas que trabalham com 3D."

Paula Perissinoto, coordenadora do curso no IED, diz que, no início do curso, o que desperta o maior interesse dos estudantes é a área de animação. "Eles entram querendo fazer filme, animação."

Criador e produtor da animação "Peixonauta", que faz sucesso na TV, Kiko Mistrorigo vê a profissionalização como algo positivo. "Vão surgir cada vez mais cursos, o que significa que o Brasil está levando a área a sério", afirma.

Simone Alcantara Freitas, coordenadora do curso no Senac, afirma que o mercado está em expansão. "Setores que esboçavam tímida aproximação com as mídias interativas, como o Poder Judiciário e o sistema de educação pública, beneficiados com investimentos federais em telecomunicações, certamente abrigarão profissionais egressos de cursos como os nossos."

Em 3/5/2010
FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u728391.shtml

MEC estuda Fies para cursos técnicos a partir de 2011

O Ministério da Educação (MEC) estuda incluir no Fundo de Financiamento do Ensino Superior (Fies) os cursos técnicos. A medida valeria já para 2011, segundo o ministro Fernando Haddad. "Nós queremos recriar esse modelo para o ensino técnico", disse. Criado em 1999, o Fies financia a mensalidade em instituições privadas de ensino superior para estudantes de baixa renda. As inscrições foram abertas hoje com várias novidades. Uma delas é que agora o estudante pode pedir o financiamento a qualquer momento ¿ antes as adesões só podiam ser feitas no início de cada semestre. O estudante deve acessar o site do Fies para saber se a instituição em que ele estuda aderiu ao programa. Só poderão ser financiados cursos que foram bem avaliados pelo ministério (nota acima de 3 no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior). FONTE: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI4412712-EI8266,00-MEC+estuda+Fies+para+cursos+tecnicos+a+partir+de.html

Ter uma "nota" incentiva as escolas a melhorarem qualidade da educação, avaliam especialistas

O fato de ter um índice que avalie a escola pode ajudar a melhorar a qualidade da educação na instituição. Entre os estabelecimentos que tiveram maior salto no Ideb entre as edições de 2005 e 2007, a motivação primeira para a melhora foi "o próprio Ideb", contou Maria do Pilar Lacerda. "Parece óbvio", disse a secretária da Educação Básica do MEC (Ministério da Educação). Mas, segundo ela explicou, os gestores passaram a ter parâmetros para medir a situação de suas escolas -- e com isso estabelecer metas de melhoria.

Desde sua criação em 2007, a percepção sobre o indicador mudou. "Hoje há uma expectativa [de quando os resultados vão sair]", diz Pilar. Os resultados de 2009 devem ser divulgados em junho -- o Ideb é calculado a cada dois anos.

"As escolas diziam: melhoramos quando conhecemos os resultados, isso nos motivou", disse Jorge Fasce, sobre algumas instituições que apresentaram aumento nos índice das avaliações nacionais da Argentina. Coordenador da área de avaliação do Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia daquele país, Fasce contou que algumas províncias de seu país preferem não abrir as "notas" das escolas enquanto outras usam justamente a divulgação para estimular mudanças. No BRasil, o MEC disponibiliza os dados de todas as escolas para o público.

•Ter uma "nota" incentiva as escolas a melhorar a qualidade da educação? Opine
Para Pilar, o fato de consolidar um indicador como o Ideb vai além das melhoras na escola. O índice, na opinião da secretária, tornou-se um instrumento de política pública. "Deixamos de ter um balizamento paroquial e clientelista e passamos a ter uma nova baliza institucional", disse. O MEC utiliza o Ideb como parâmetro para aporte de verbas e apoio pedagógico.

Qualidade da educação
Toda avaliação parte do que se quer medir e como essas habilidades e conhecimentos serão mensurados, explicou Reynaldo Fernandes, ex-presidente do Inep, autarquia do MEC responsável pelo Ideb e pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). "Incluir valores, como a socialização [entre o que se quer que o aluno aprenda na escola] é um debate a ser feito", ponderou Reynaldo. Atualmente a Prova Brasil, que compõe o Ideb juntamente com a taxa de reprovação, avalia a aprendizagem de habilidades cognitivas.

Reynaldo também avalia o impacto da avaliação na condução dos projetos pedagógicos: "o índice não chega com o diagnóstico [de onde a escola acertou ou falhou]". E, se a escola entende o propósito da avaliação, esse é um momento de reflexão.

O debate "O que avaliamos quando medimos a qualidade na educação?" faz parte da programação de um encontro latino-americano, que acontece de 28 a 30 de abril em Foz do Iguaçu.
UOL NOTÍCIAS - em 30/4/2010
Karina Yamamoto*
Em Foz do Iguaçu
*A jornalista viajou a convite do MEC (Ministério da Educação.

FONTE: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/04/29/ter-uma-nota-incentiva-as-escolas-a-melhorarem-qualidade-da-educacao-avaliam-especialistas.jhtm