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Graduação a distância não pode ser totalmente virtual, dizem reitores

UOL - Mesmo com o avanço de recursos tecnológicos, a educação superior ainda exige a presença do aluno em algum ponto do processo. "Pelo menos as provas devem ser presenciais", afirma Juan Gimeno, reitor da Uned (Universidade Nacional de Educação a Distância), uma instituição de EAD (ensino a distância) que funciona há 35 anos na Espanha. "Afinal, precisamos dar confiabilidade à avaliação." Com exceção dos exames, Gimeno afirma ser "perfeitamente possível" fazer um curso somente a distância. Já Yoloxochitl Bustamante Díez, reitora do IPN (Instituto Politécnico Nacional) mexicano, acredita que os universitários precisem de contato com tutores e monitores para se manterem plugados na graduação. "Um curso totalmente virtual só é possível para alunos mais velhos", diz. Os mais jovens, diz ela, "necessitam de presença real, apesar de serem os mais conectados às tecnologias". Além disso, a natureza do curso influencia o grau de "virtualização". Em sua experiência, Yoloxochitl observou que as carreiras de humanas se prestam mais à EAD. Graduações que precisem de laboratórios e experimentos não se prestam à uma virtualização total. "Cursos de exatas, carreiras tecnológicas pedem atividades presenciais porque os alunos precisam olhar, tocar, ter vivência real [de alguns experimentos em laboratórios]", disse. Preconceito em queda Para Gimeno, que conduz uma insituição tradicional nessa modalidade de ensino, não há preconceito com os egressos de EAD. Pelo contrário: "na Espanha, há quem valorize nossos alunos por sua formação e, ainda, por sua força de vontade e capacidade de organização", disse o reitor. O reitor da UFFS (Universidade Federal da Fronteira do Sul), Dilvo Ristoff, concorda que o tabu com esse tipo de ensino está diminuindo dia a dia. "Fiz um levantamento em 2006 com dados do Enade [Exame Nacional de Desempenho de Estudantes] e os alunos da modalidade a distância tinham desempenho semelhante ou melhor que os alunos do presencial", contou. Karina Yamamoto* Editora do UOL Educação Em Guadalajara (México) *A jornalista viajou a convite da organização do 2º Encontro Internacional de Reitores Universia FONTE: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/06/03/graducao-a-distancia-nao-pode-ser-totalmente-virtual-dizem-reitores.jhtm

Universidades públicas formam mais professores

iG Brasília - Entre as dez instituições que mais prepararam docentes, apenas uma é privada. Universidade do Ceará aparece em primeiro na lista Entre as instituições que mais formam professores para a educação básica no País, nove são públicas. Das dez universidades que mais têm egressos atuando como docentes nas escolas brasileiras, quatro estão no Nordeste. Sozinhas, elas formaram 100 mil dos profissionais que davam aulas ativamente em 2009, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A Universidade Estadual do Vale do Acaraú, a primeira da lista, fica localizada em Sobral, no Ceará. A pró-reitora de ensino e graduação da UVA, Ludmila Apoliano Gomes Albuquerque, conta que o investimento na formação de professores tem sido grande nos últimos dez anos. Dos 24 cursos de graduação oferecidos pela instituição, 12 são de licenciatura. A instituição, em 2009, possuía mais de 18 mil egressos atuando como professores na educação básica. A pró-reitora ressalta que a expansão da universidade pelo estado do Ceará e o Nordeste como um todo foi responsável pelo grande número de universitários formados em licenciatura e pedagogia pela universidade. A UVA possui pólos de ensino (e todos os cursos são presenciais) em 123 municípios cearenses e em mais oito estados (Amapá, Goiás, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. “O nível de aprovação dos nossos alunos em concursos públicos para professores é alto. No Rio Grande do Norte, 70% dos aprovados na última seleção foram nossos estudantes. Ficamos muito satisfeitos”, diz. As maiores instituições formadoras de professores do País em 2009 Instituição Estado Rede Professores em exercício Universidade Estadual do Vale do Acaraú CE Pública 18.315 Universidade Estadual de Goiás GO Pública 15.212 Universidade Estadual do Piauí PI Pública 10.307 Universidade Estadual do Maranhão MA Pública 9.920 Universidade do Estado da Bahia BA Pública 9.043 Universidade Federal do Espírito Santo ES Pública 7.944 Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) SP Pública 7.926 Universidade Estadual de Montes Claros MG Pública 7.791 Universidade do Estado do Amazonas AM Pública 7.263 Universidade Presidente Antônio Carlos MG Privada 6.638 Descentralização A pró-reitora da UVA conta que muitos universitários que se formaram pela UVA já davam aulas nas redes pública e privada de ensino. Eles não conseguiam concluir uma graduação, porque não tinham condições de se deslocar até os grandes centros para estudar. A saída encontrada pela universidade, que buscou parcerias com governos estaduais e municipais, foi levar as licenciaturas até os futuros alunos. Na segunda instituição que mais formou professores no País, a justificativa dada pelos gestores para a grande quantidade de profissionais preparados lá é a descentralização. A Universidade Estadual de Goiás formou 15.212 dos docentes em exercício no Brasil. Maria Salette da Trindade Rebelo, coordenadora-geral da Pró-Reitoria de Graduação, afirma que 60% dos 140 cursos da instituição são de licenciatura. “Trabalhamos com este porcentual porque eles estão distribuídos em todas as regiões de Goiás. São dez cursos que desmembrados chegam a 79”, explica. Apesar de a universidade estar entre as dez, Maria Sallete afirma que o número de candidatos em licenciatura tem caído nos últimos processos seletivos. “Estamos fazendo estudos para levantar as causas deste decréscimo de porcentual.” A UEG dedicou-se, segundo a coordenadora, a partir de 1999, a formar professores que trabalhavam e não tinham curso superior. “Na época, criamos o Projeto Parceladas que ministrava aulas aos finais de semana e nas férias. Era um curso presencial e emergencial que formou muitos docentes”, conta. O curso ainda existe na universidade, mas a procura é pequena. A única universidade privada do ranking das que mais preparam educadores também investiu na oferta de cursos em várias cidades. A Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac) nasceu em Barbacena, Minas Gerais, e hoje está presente em 100 cidades mineiras. Os primeiros grandes investimentos na área de licenciatura foram feitos a partir de 1996, com o intuito de melhorar a qualificação dos docentes que já atuavam nas escolas. “Crescemos muito porque essas pessoas não tinham condições de estudar na sede. E nos expandimos para atendê-las”, reflete a pró-reitora de graduação da Unipac, Kécia Carvalho. Priscilla Borges FONTE: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/universidades+publicas+formam+mais+professores/n1237653565063.html

Banco destinará 600 mi de euros a universidades

iG - Último Segundo - Presidente do Santander anuncia financiamento de projetos universitários da comunidade ibero-americana O banco Santander anunciou nesta segunda-feira que destinará nos próximos cinco anos 600 milhões de euros para financiar projetos universitários, convênios de colaboração com universidades e ao Universia, rede de instituições de ensino mantida pelo banco. O anúncio foi realizado por Emilio Botín, presidente do Santader mundial e da rede de universidades, durante discurso na abertura do II Encontro de Reitores Universia, realizado hoje e amanhã em Guadalajara, no México Nos último 5 anos, Botín afirma que a instituição bancária destinou 375 milhões de euros para apoiar projetos universitários em países dos quatro continentes. O compromisso foi anunciado diante de uma grande plateia e uma mesa composta por reitores, coordenadores do evento, e pelo presidente do México, Felipe Calderón. “Confio de que daqui, dos debates destes dias, surjam não somente idéias, mas também compromissos e iniciativas, que nos façam dar um salto qualitativo neste grande projeto de modernizar e engrandecer nossas universidades”, afirmou o presidente do banco e do Universia. Calderón destacou a necessidade de fortalecer a universidade ibero-americana e seu papel como “expressão comunitária da sociedade”. O presidente disse estar preocupado com a falta de vagas no ensino superior. “A taxa de cobertura é preocupante. Em 2003 era de 25% entre os jovens de 18 a 23 anos, e hoje atinge 29% desta população”, declarou Calderón. A meta do governo mexicano é ultrapassar os 30% nos próximos três anos. O presidente mexicano ressaltou a importância da expansão da rede pública e privada de universidades no país. “Educação, tecnologia e conhecimentos são necessários para a previsão e prevenção de catástrofes”, enfatizou. De acordo com Calderón, em seu governo foram entregues 75 novas instituições de ensino superior e inaugurados 33 campus de universidades já existentes. Marina Morena Costa, enviada a Guadalajara - * A repórter viajou a convite do Santander FONTE: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/banco+destinara+600+mi+de+euros+a+universidades/n1237647865092.html

Mais de 108 mil estudantes procuraram Fies no primeiro mês de inscrição, diz MEC

UOL - Educação - O MEC (Ministério da Educação) anunciou nesta terça-feira (1º) que 108,7 mil alunos procuraram o Fies (Financiamento Estudantil) no primeiro mês de inscrição após a abertura do sistema. Destes, 11.472 assinaram o contrato, de acordo com o órgão. Além dos estudantes que já conseguiram o financiamento, 11,1 mil estão com processos sob análise da Caixa Econômica Federal, 17,7 mil estão em avaliação pelas comissões de supervisão e acompanhamento das instituições e outros 63,5 mil estão na etapa de preenchimento de dados. No novo sistema, que entrou no ar no dia 3 de maio, o aluno pode pedir o financiamento a qualquer tempo. A taxa de juros cobrada é de 3,4% e o aluno só pode pedir o crédito em instituições com conceitos três, quatro ou cinco. O prazo de quitação é de três vezes a duração do curso e a carência, por sua vez, é de 18 meses após a formatura. As parcelas a serem pagas serão fixas. Estudantes formados em cursos de licenciatura, que atuarem como professores da rede pública de educação básica, e de medicina, que atuarem como médicos do programa Saúde da Família, podem abater 1% da dívida para cada mês trabalhado. FONTE: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/06/01/mais-de-108-mil-estudantes-procuraram-fies-em-apenas-um-mes-diz-mec.jhtm

Disponível boletim de desempenho do Enem a partir dessa segunda

INEP - Os mais de 2,5 milhões de estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2009 poderão acessar seus boletins de desempenho a partir dessa segunda-feira, 31 de maio. Ao entrarem no sistema, os alunos terão as cinco notas do exame e poderão comparar com a média do Brasil, por faixa e gráficos. As notas são as mesmas publicadas em janeiro deste ano, agora disponibilizadas em PDF. O estudante conseguirá ver seu desempenho para cada área do conhecimento (Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias), mais a redação. Para visualizar o boletim, o aluno precisa ter em mãos o número do CPF e a senha, gerada no momento da inscrição ao Enem no ano passado. Caso o aluno tenha perdido a senha, poderá recuperá-la pelo sistema que gera o boletim. As notas foram calculadas por meio da Teoria de Resposta ao Item, a TRI. A média dos concluintes regulares nas provas objetivas foi de 500 pontos. Para a redação, a média foi de 601,5, em uma escala de 0 a 1000. O critério de correção da redação não foi alterado. O aluno terá acesso ao boletim individual de resultados pela página do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/ MEC) a partir de segunda-feira, dia 31. Assessoria de Imprensa do Inep/MEC FONTE:http://www.inep.gov.br/imprensa/noticias/enem/news10_08.htm

Ministro quer 10 milhões de universitários no País

iG Brasília - Haddad defende meta para a próxima década. Ele acredita que cursos superiores de tecnologia ajudarão a alcançá-la O ministro da Educação, Fernando Haddad, acredita que a meta de universitários do Brasil na próxima década deve ser de 10 milhões. A afirmação foi feita durante abertura do seminário internacional Cursos Superiores de Tecnologia: Educação e o Mundo do Trabalho, que termina nesta terça-feira em Brasília. “É necessário que pelo menos 50% dos jovens entre 18 e 24 anos cursem a educação superior”, ressaltou. Hoje, 5,8 milhões de estudantes estão matriculados nas instituições de ensino superior em 25 mil cursos. Segundo ele, a tendência é que, nos próximos anos, a oferta de cursos superiores de tecnologia e na modalidade a distância aumente e, com isso, seja mais fácil alcançar a meta. “Estamos criando um paradigma de qualidade com a Universidade Aberta do Brasil e com os institutos federais de educação, ciência e tecnologia”, salientou. De acordo com o Censo da Educação Superior de 2008, há 5.080.056 matrículas na graduação presencial (412.027 em cursos de tecnologia) e 727.961 na educação a distância. Os cursos presenciais chegam a 24.719 (4.355 de tecnologia) e os da educação a distância, 647. Haddad também lembrou que tramita no Congresso Nacional projeto de lei que regulamenta a profissão de tecnólogo. Ele acredita que a regulamentação aumentará a procura de cursos superiores de tecnologia. “Nosso esforço, hoje, é para dar mais visibilidade a esse tipo de curso. Em alguns países desenvolvidos, os cursos de tecnologia respondem por mais de 50% da oferta no nível superior”, disse. O seminário, que tem a presença de representantes de países como Uruguai, Argentina, Canadá, França e Chile, mostra experiências internacionais na área e vai apresentar propostas para o setor. Mais cursos Na abertura do encontro, uma nova edição do Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia, que traz dez novos cursos, foi lançada. São seis no eixo tecnológico-militar, três no de segurança e um no de apoio educacional. O catálogo orienta instituições e estudantes sobre o conteúdo estudado em cada área e a infraestrutura de cada curso. O secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Eliezer Pacheco, ressaltou que os cursos de tecnologia são os que mais crescem no país. Nos últimos oito anos, aumentaram em 300%. Hoje, representam 17% do total da oferta na educação superior brasileira. “Isso coincide com um momento especial no país: aumentou a oferta de emprego, o nível de crescimento econômico e a falta de mão de obra qualificada em inúmeras profissões”, destacou. “Com a formação qualificada de novos profissionais, logo daremos conta de suprir essa demanda.” * Com informações do Ministério da Educação FONTE: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/ministro+quer+10+milhoes+de+universitarios+no+pais/n1237649945423.html

Catálogo relaciona dez novos cursos superiores de tecnologia

Portal MEC - O Ministério da Educação lança nesta segunda-feira, 31, uma nova edição do Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia. A publicação inclui dez novos cursos, divididos nos eixos tecnológico-militar (seis cursos), segurança (três) e apoio educacional (um). O catálogo orienta instituições e estudantes sobre o teor e a infraestrutura de cada formação. O lançamento ocorre na abertura do seminário internacional Cursos Superiores de Tecnologia: Educação e o Mundo do Trabalho, que acontece em Brasília nos dias 31 de maio e 1º de junho, com a presença dos ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Defesa, Nelson Jobim. As inscrições para o seminário, que reunirá delegações de várias partes do mundo, podem ser feitas no Portal do MEC. Representantes do Uruguai, Argentina, Canadá, França e Chile já confirmaram participação. O seminário, além de permitir a troca de experiências entre países, pretende ampliar a divulgação dos cursos tecnológicos. “Os cursos superiores de tecnologia a cada dia ganham mais espaço no país, que ainda tem uma cultura bacharelesca”, observa Eliezer Pacheco, secretário de educação profissional do MEC. “O debate é propício para aprofundarmos diversas questões e esclarecermos dúvidas sobre essa modalidade de ensino.” Assessoria de imprensa da Setec http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15506 FONTE: