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ProUni - Programa dá início a seleção para 60 mil bolsas de estudo

Portal MEC - Começa nesta terça-feira, 15, e prossegue até o próximo sábado, 19, o período de inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni). Nesse processo seletivo, serão oferecidas 60.488 bolsas de estudo, sendo 39.113 bolsas integrais e 21.375 bolsas parciais – de 50% da mensalidade – em 1.255 instituições de ensino superior. Podem concorrer às bolsas os candidatos que tenham realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2009 e alcançado no mínimo 400 pontos na média das cinco notas do exame (ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias, e redação). A inscrição ocorrerá em etapa única, e será feita exclusivamente pela internet. A partir das inscrições, serão feitas seis chamadas subsequentes para convocação dos candidatos pré-selecionados. O candidato poderá escolher até três opções de curso e instituição. Para efetuar sua inscrição, o candidato deverá informar seu número de inscrição no Enem e seu CPF. O resultado com a relação dos candidatos pré-selecionados na primeira chamada será divulgado no dia 21. Esses estudantes deverão comprovar suas informações junto às instituições de ensino de 22 de junho a 2 de julho. Acabada essa fase, poderá haver mais cinco chamadas, caso ainda haja bolsas a serem distribuídas. Podem se candidatar às bolsas integrais estudantes com renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio. As bolsas parciais são destinadas a candidatos com renda familiar de até três salários mínimos por pessoa. Além de ter feito o Enem 2009, o candidato deve ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou, em caso de escola particular, ter cursado na condição de bolsista integral. Professores da rede pública de ensino básico que concorrem a bolsa em curso de licenciatura, normal superior ou pedagogia não precisam cumprir o critério de renda, desde que estejam em efetivo exercício e integrem o quadro permanente da escola. O total de bolsas se refere àquelas que as instituições de educação superior participantes do programa são obrigadas a oferecer, de acordo com a Lei nº 11.096/05, que instituiu o Prouni. Fora as obrigatórias, ainda há as adicionais, que são ofertadas a critério das instituições participantes. Assessoria de Comunicação Social Consulte a oferta de bolsas por unidade da federação. http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15564

Expansão das universidades públicas volta a atrair doutores

Priscilla Borges, iG Brasília - Docentes deixam rede privada em busca de apoio à pesquisa e estabilidade. Rede pública contrata mais e melhora salários professora de engenharia eletrônica Lourdes Mattos Brasil, 46 anos, deixou a universidade privada onde trabalhou por seis anos para se dedicar mais à pesquisa em uma federal. Lourdes aproveitou a oportunidade aberta pela Universidade de Brasília em 2008, quando realizou concurso para contratar docentes para um novo campus. “Até 2007, os salários nas particulares eram mais atrativos. Mas, quando o governo começou a expandir a rede federal, melhorou os salários. Eu queria trabalhar na minha área de formação específica e fazer pesquisa, que não tem tanto apoio na rede privada”, justifica. A estabilidade do emprego público fortaleceu a decisão. Lourdes não é a única a trocar as melhores remunerações – em grande parte dos casos, mas não todos – das instituições privadas pela carreira pública. Maria Célia Pressinatto, reitora do Centro Universitário Barão de Mauá, conta que está se tornando cada vez mais comum a migração dos professores da rede particular para a pública. Ela conta que, só no ano passado, perdeu cerca de 12 doutores. “No passado, especialmente doutores aposentados vinham trabalhar na rede privada. Houve um tempo em que os salários eram melhores nas particulares, porque as federais ficaram muitos anos sem aumento. Hoje, com a competitividade do mercado no ensino superior privado, a situação está instável para muitos”, avalia Maria Célia. A estabilidade da carreira pública, para Maria Célia, é um dos maiores atrativos. “Temos professores que estão indo para outros Estados e até regiões”, afirma. Segundo a reitora, as dificuldades aparecem quando o professor precisa largar a turma no meio do semestre. “Essa contratação imediata é que nos preocupa por causa da questão pedagógica. Temos já um banco de currículos para não deixar nossos alunos sem aulas e todo o trabalho do futuro professor é acompanhado por uma comissão pedagógica”, diz. Ela acredita que instituições menores podem encontrar mais dificuldades. O diretor de marketing da Universidade Católica de Brasília, Roberto Resende, acredita que essa rotatividade é normal. “Há vantagens e desvantagens nos dois lados. É uma decisão pessoal”, defende. “Não vemos como um problema para a universidade”, diz. Roberto conta que há professores que deixaram a instituição, mas que a reposição foi rápida e não prejudicou os alunos. Comprovação em números Ainda não há estudos sobre esse fenômeno entre as associações que representam as instituições privadas de ensino ou no Ministério da Educação. Porém, os números de funções docentes (número de postos de trabalho) do Censo da Educação Superior, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), revelam que, de fato, os doutores se tornaram mais numerosos nas federais do que nas privadas nos últimos anos. Em 1991, a rede federal possuía 7 mil doutores. Em 2002, eles eram 18 mil. Em 2008, as federais tinham 30,6 mil. Já nas particulares, em 1991, 3 mil professores com título de doutorado davam aulas. Em 2002, 7 mil e, em 2008, 12,9 mil. É importante ressaltar que as instituições privadas representam 90% do sistema educacional superior brasileiro, que possui 2.252 instituições. Com os programas de expansão da rede federal iniciados pelo Ministério da Educação em 2003, foram autorizadas a realização de concursos e a contratação de 21,7 mil docentes e 24 mil técnicos administrativos. Um desses foi aproveitado por Lourdes, que possui doutorado na área de engenharia biomédica e está criando um curso de pós-graduação na área na Faculdade da UnB no Gama. O sociólogo Sérgio Amadeu, 48 anos, também decidiu trocar a instituição privada na qual deu aulas durante anos por uma nova empreitada. Ele, que era da Cásper Líbero, em São Paulo, quis ter mais espaço de pesquisar. Doutor na área de comunicação em rede, ele pretende estudar as políticas públicas na sociedade da informação. Na rede privada, as chances de conseguir atingir esse objetivo eram pequenas. “A Cásper é uma instituição excelente, mas a lógica é outra. A pesquisa requer um desprendimento que as instituições privadas não têm muito. Se você quer pesquisar, tem de ir para rede pública”, garante. Sérgio ainda teve dúvidas se assumia o cargo na Universidade Federal do ABC, porque a instituição era muito nova e ele teria uma queda de salário inicial. Agora, está contente com a decisão. Paulo Paniago, 44 anos, deixou o emprego de nove anos no Centro Universitário de Brasília (UniCeub) para se tornar professor do curso de comunicação social na UnB. Doutor na área de jornalismo e sociedade, a possibilidade de fazer pesquisas foi determinante na decisão. A profissão que começou como “um reforço de salário” se tornou paixão. “Eu tinha bolsas de estudos para os meus filhos, o que faz uma grande diferença no salário. Mas minha carga horária de trabalho era instável. E agora não preciso ficar preso à sala de aula, posso investir em pesquisas, que eu não conseguia. A estabilidade não conta muito para mim”, afirma. FONTE: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/expansao+das+universidades+publicas+volta+a+atrair+doutores/n1237660301502.html

CNE vai votar fim da repetência durante alfabetização

Priscilla Borges, iG Brasília - Conselheiro que elaborou novas diretrizes para o ensino fundamental apresenta nesta terça proposta final aos colegas para votação O Conselho Nacional de Educação (CNE) pode votar na tarde desta terça-feira uma das mais aguardadas propostas para a educação básica: as novas diretrizes para o ensino fundamental. O documento contém orientações importantes para gestores estaduais e municipais e diretores de escolas de todo o País porque esclarecem como os projetos pedagógicos e os sistemas de ensino têm de se adequar ao ensino fundamental de nove anos. Sancionada em 6 de fevereiro de 2006 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei nº 11.274 – que tornou obrigatória a ampliação do ensino fundamental – ainda gera dúvidas entre dirigentes no que diz respeito à adaptação dos sistemas e ao que se espera de cada série. As orientações do CNE pretendem mostrar que ampliar essa etapa da educação básica não significa apenas oferecer mais um ano de atividades aos alunos. A mais importante recomendação, segundo o presidente da Câmara de Educação Básica do CNE, César Callegari, diz respeito à repetência escolar. Callegari, encarregado de elaborar o documento, garante que o prejuízo causado por uma reprovação aos seis anos de idade, no primeiro ano de alfabetização, como tem ocorrido, pode ser irreversível. “Há uma estatítisca estarrecedora de que 80 mil crianças com seis anos de idade foram reprovadas em 2009. É uma atrocidade que pode marcar a vida escolar da criança para sempre”, afirma. O artigo 26 das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental afirma que, nos três primeiros anos do ensino fundamental, deve ser “assegurado” a todas as crianças “o princípio da continuidade da aprendizagem” nesse período. Isso significa que as escolas municipais e estaduais responsáveis pelo ensino fundamental não devem reprovar os alunos do 1º e do 2º anos dessa etapa. Mesmo que o sistema seja seriado, as escolas devem encarar essa fase como um "bloco pedagógico". “É importante deixar bastante claro que os estudantes precisam ter o direito de aprendizagem assegurado. Não queremos que eles sejam aprovados automaticamente, sem que tenham aprendido. Mas as diretrizes apontam que os diretores e os professores terão de criar projetos para que os alunos em dificuldade recuperem o conteúdo ao longo do ano”, explica Callegari. Para o conselheiro, a decisão de reprovar uma criança deve ser ponderada em todo o ensino fundamental, na verdade. Ele explica que a repetência pode trazer prejuízos emocionais, que prejudicam a aprendizagem em qualquer etapa. “Temos de cuidar para que os estudantes não sejam vítimas de um fracasso que não é deles. Todos têm de tomar providências para eles aprendam, a escola, a família e a sociedade”, diz. Conteúdos O documento determina também que a carga horária mínima para o ensino fundamental seja de 800 horas, distribuídas em 200 dias letivos. Recomenda que, progressivamente, todas as escolas ofereçam essa etapa em tempo integral (pelo menos, sete horas diárias de aulas). Os currículos têm de ser formados por uma base nacional comum e uma parte diversificada, em que entrariam temas e assuntos relacionados à realidade local das escolas. Entre os conteúdos que devem constar no currículo, pelo menos um chama a atenção: ensino religioso. Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, conteúdos religiosos têm de ser oferecidos obrigatoriamente pelas escolas. “Não podemos fugir ao que está na lei. Infelizmente, isso ainda não foi mudado”, lamenta Callegari. Nas diretrizes, os conselheiros colocaram a oferta como obrigatória, mas a freqüência do aluno a essas aulas é facultativa. Está definido também que, a partir do 6º ano do ensino fundamental, as escolas têm de oferecer pelo menos uma língua estrangeira aos alunos. Não há determinação sobre qual seria essa língua. As escolas podem escolher de acordo com a própria realidade. O documento ressalta que só podem ser matriculados no 1º ano do ensino fundamental crianças com 6 anos completos ou a completar até 31 de março do ano da matrícula. Crianças mais novas devem ser redirecionadas para a educação infantil. Callegari afirma que os sistemas de ensino ainda enfrentam dificuldades para conceber a ampliação do ensino fundamental. “Muitos não entenderam que essa nova configuração exige mais do que meras adaptações. É preciso elaborar novos projetos político-pedagógicos, que estabeleçam objetivos claros de aprendizagem em cada série”, opina. Depois de aprovadas e homologadas pelo Ministério da Educação, as diretrizes ganharão complementos. O MEC colocará em consulta pública propostas específicas sobre o que deve ser aprendido pelos alunos em cada série e área do conhecimento. Até o final do ano, eles esperam ter todas as orientações concluídas. Vale lembrar que o CNE realizou três audiências públicas nacionais, além de reuniões com secretários de educação, para chegar à elaboração final do documento. Callegari espera que as propostas sejam um consenso entre todos. FONTE: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/cne+vai+votar+fim+da+repetencia+durante+alfabetizacao/n1237655924778.html

Progressão continuada só funciona com políticas de apoio

Carolina Rocha, iG São Paulo Especialistas defendem o fim da reprovação nos primeiros anos do ensino fundamental proposto pelo Conselho Nacional de Educação A política de progressão continuada para os três primeiros anos do ensino fundamental não será bem-sucedida em âmbito nacional se não for seguida de políticas de apoio. É o que acreditam especialistas em educação básica consultados pelo iG. A instituição da progressão continuada é uma das propostas das novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental, que devem ser votadas no próximo mês pelo Conselho Nacional de Educação. Se aprovada, as crianças de todo o Brasil só poderiam ser reprovadas ao concluírem a 3ª série. Para Iara Prado, coordenadora do Programa Ler e Escrever, da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, a repetência nesta fase escolar pode ter um custo alto para a autoestima do aluno. “Repetir não faz aprender e percebemos que o processo de alfabetização é amplo. Diversos estudos mostraram que a repetência é um dos principais motivos para a desistência na escola.” O professor da Universidade Federal de Minas Gerais e membro do Conselho Consultivo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) Francisco Soares tem a mesma opinião. “O Brasil venceu o problema do acesso. Mas ainda não há boas soluções para os outros problemas. A permanência, por exemplo, é um problema tão sério que apenas 70% das crianças completam o ensino fundamental. Ou seja, manter a criança na escola é ainda uma meta importante.” Segundo ele, quando a escola era para poucos, a reprovação era uma arma para fazer a seleção e exclusão de alunos. “Os problemas da permanência e do aprendizado eram de responsabilidade do aluno. Hoje entendemos que isto é um problema para ser resolvido com políticas públicas. Ou seja, criar uma escola que receba a todos e lhes garanta o direito de aprender. E a escola não pode usar a reprovação como estratégia educacional.” Progressão na prática Em São Paulo, a progressão continuada para alunos da 1ª à 4ª série foi implantada em 1998 e neste período a evasão escolar apresentou uma grande queda. No ensino fundamental, passou de 4,5% em 1999 para 1,3% no ano passado. A preparação do aluno, entretanto, é alvo de críticas. “Em São Paulo nunca houve a progressão continuada, sempre teve aprovação automática. O aluno vai para o ensino médio sem saber nada. É o que vem mostrando as notas do Saresp (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar)”, afirma a presidente do Sindicato dos Professores da rede estadual de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Noronha. No último ano, 30,3% dos alunos da 4ª série tiveram nota insuficiente em matemática e 20,8% não alcançaram nota suficiente em Língua Portuguesa. O resultado, entretanto, é visto como positivo por Iara. “A média de Português na 4ª série subiu 10,4 pontos, foi de 180, em 2008, para 190,4, em 2009. Em Matemática também teve melhora, foram 10,8 pontos. Isso é fruto de programas que estamos desenvolvendo. O Ler e Escrever começou em 2008 e acreditamos que em três ou quatro anos nós poderemos comemorar bastante o resultado dele”, avalia a coordenadora. Políticas Iara destaca a importância de metodologias específicas para cada localidade. “Políticas educacionais para todo o País não funcionam. Cada Estado tem uma realidade e necessidade específica. Impor a progressão continuada sem recomendações, sem apresentação de propostas e programas de apoio não vai funcionar”, diz Iara, que já foi secretária de Ensino Fundamental da gestão de Fernando Henrique Cardoso. Para Francisco Soares, “os problemas da educação básica brasileira são graves e a solução envolve usar várias estratégias, mas não há espaço para a reprovação". Para solucionar estes problemas, Soares sugere a adoção de turmas e escolas menores para os alunos filhos de família de baixo capital cultural. “Afinal, estes estudantes trazem pouco de casa. Escola de tempo integral, para estes. Mas escolas, não recreação no contraturno”. A coordenadora do curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da Unicamp, Norma Sandra de Almeida Ferreira, também defende o ensino em tempo integral e classes de no máximo 30 alunos. Segundo ela, as escolas precisam “pegar para si o problema do aluno. Se ele vai mal, a coordenação deve chamar os pais na escola para conversar, dar reforço, fazer uma avaliação constante da situação do aluno. As escolas particulares fazem isso há anos e a reprovação nelas é bem pequena”. Novas diretrizes Os conselheiros da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) decidiram adiar para julho a votação das novas diretrizes nacionais para o ensino fundamental, apresentadas nesta terça-feira pelo conselheiro César Callegari. Os debates sobre o documento final que vai orientar o trabalho de gestores municipais e estaduais na adequação de projetos pedagógicos ao ensino fundamental de nove anos vão continuar no próximo mês para que os novos conselheiros, que tomaram posse esta semana, possam se inteirar do assunto antes da votação final. A proposta é uma das mais aguardadas pelos interessados na educação básica. Sancionada em 6 de fevereiro de 2006 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei nº 11.274 – que tornou obrigatória a ampliação do ensino fundamental – ainda gera dúvidas entre dirigentes no que diz respeito à adaptação dos sistemas e ao que se espera de cada série. As orientações do CNE pretendem mostrar que ampliar essa etapa da educação básica não significa apenas oferecer mais um ano de atividades aos alunos.

Ministro empossa integrantes e destaca abertura à sociedade

Portal MEC - Ao dar posse a nove educadores no Conselho Nacional de Educação (CNE), o ministro da Educação, Fernando Haddad, destacou nesta segunda-feira, 7, os resultados da reformulação ocorrida no órgão em 2006. “O Conselho está em novo patamar, com condições de exercer funções de Estado, além de ser um colegiado que se abriu para a sociedade”, afirmou. Dos nove conselheiros empossados, dois foram reconduzidos por mais quatro anos e sete assumiram novos mandados, com igual duração. Na reformulação, o CNE deixou as funções administrativa e burocrática para se dedicar à doutrina da educação do país. O Conselho tem 24 membros, que representam as cinco regiões do país e diversas áreas do conhecimento. Entre as atribuições do órgão está a de assessorar o ministro da Educação. Numa breve retrospectiva das atividades do CNE nos último quatro anos, Haddad disse que o período foi produtivo tanto na quantidade de ações quanto na qualidade do trabalho desenvolvido. Isso, segundo o ministro, dá segurança aos gestores públicos estaduais e municipais. Interação mais ampla com a sociedade e com o Poder Legislativo e a definição de uma série de diretrizes, que abrangem da educação infantil ao ensino médio, da educação de jovens e adultos ao marco regulatório da educação superior, também foram iniciativas lembradas por Haddad. Avanços como a obrigatoriedade da educação dos quatro aos 17 anos, a definição do piso salarial nacional dos professores da educação básica pública e o fim da desvinculação dos recursos da União (DRU) para a educação são ações que tiveram a contribuição decisiva do CNE e do Congresso Nacional, segundo o ministro. Posse — Constituída por 12 membros, a Câmara de Educação Básica do CNE teve três conselheiros reconduzidos — Maria Izabel Azevedo Noronha e Mozart Neves Ramos tomaram posse nesta segunda-feira; Regina Vinhaes Gracindo será empossada posteriormente. Como novos integrantes, assumiram Nilma Lino Gomes e Rita Gomes do Nascimento. Na Câmara de Educação Superior, tomaram posse cinco novos conselheiros — Arthur Roquete de Macedo, Gilberto Gonçalves Garcia, Luiz Antônio Constant Rodrigues da Cunha, Paschoal Laércio Armonia e Reynaldo Fernandes. Ionice Lorenzoni FONTE: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15530

CNE suspende discussão sobre novas diretrizes

Priscilla Borges, iG Brasília- Os conselheiros da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) não conseguiram concluir a análise das novas diretrizes para o ensino fundamental, apresentada nesta terça-feira ao plenário do órgão pelo conselheiro César Callegari. Os debates sobre o documento final que vai orientar o trabalho de gestores municipais e estaduais na adequação de projetos pedagógicos ao ensino fundamental de nove anos foram interrompidos por conta da votação de novos presidentes para as câmaras do conselho e para o pleno. A discussão será retomada nesta quarta-feira. A proposta é uma das mais aguardadas pelos interessados na educação básica. Sancionada em 6 de fevereiro de 2006 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei nº 11.274 – que tornou obrigatória a ampliação do ensino fundamental – ainda gera dúvidas entre dirigentes no que diz respeito à adaptação dos sistemas e ao que se espera de cada série. As orientações do CNE pretendem mostrar que ampliar essa etapa da educação básica não significa apenas oferecer mais um ano de atividades aos alunos. Para Callegari, a recomendação de não alimentar as estatísticas de repetência escolar entre as crianças é a principal do documento. Ele garante que o prejuízo causado por uma reprovação aos seis anos de idade, no primeiro ano de alfabetização, como tem ocorrido, pode ser irreversível. Durante meses, os conselheiros debateram temas centrais das diretrizes com representantes da sociedade e dirigentes escolares. FONTE: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/cne+suspende+discussao+sobre+novas+diretrizes/n1237656529650.html

Cresce nº de alunos superdotados, mas acesso a ensino continua restrito

Bruno Boghossian - O Estado de S.Paulo - Registros no MEC passaram de mil para 5,6 mil em 5 anos, mas a OMS estima que o País tenha até 2,5 milhões de estudantes com altas habilidades. Falta de informação e estrutura precária da rede educacional impedem desenvolvimento de talentos Apesar de o número de alunos superdotados registrados pelo Ministério da Educação (MEC) ter quintuplicado em cinco anos, passando de cerca de mil para 5,6 mil, apenas uma pequena parcela da população com esse potencial tem acesso ao atendimento especial, garantido por lei. A Organização Mundial da Saúde estima que entre 1,5 milhão e 2,5 milhões de alunos no País tenham altas habilidades em alguma área do conhecimento. "O aumento do número de registros indica que mais alunos estão tendo acesso a condições melhores de atendimento e estimulação. No entanto, os dados mostram que os jovens com altas habilidades no Brasil não estão sendo identificados", afirma Bárbara Delpretto, da Secretaria de Educação Especial do MEC. Uma resolução do Conselho Nacional de Educação determina que todo aluno com esse potencial tenha acesso a uma formação complementar em unidades de atendimento especializado, seja em instituições pública, particular ou filantrópica. Educadores alertam que a falta de informação dos professores e a estrutura precária da rede pública de ensino formam barreiras que impedem o desenvolvimento de grandes talentos. Uma das principais dificuldades é a identificação desses potenciais, uma vez que não só alunos com ótimo desempenho escolar são considerados superdotados. "A superdotação pode aparecer em qualquer área da habilidade humana ? desde o raciocínio abstrato mais complexo até o trabalho artesanal mais rústico", explica a doutora em Educação pela Universidade Federal Fluminense Cristina Delou. "O professor deve estar atento para identificar características como criatividade, raciocínio lógico e capacidade de aprendizagem, não só o desempenho escolar." Atenção especial. Garantir atenção especial pode contribuir para o desenvolvimento dos talentos dos superdotados. Alunos com capacidades de raciocínio fora do comum e gosto pela matemática, por exemplo, podem ser encaminhados a cursos em instituições de ensino superior para terem contato com conteúdos mais avançados. Aulas de piano são indicadas para crianças com alta sensibilidade musical e a prática de esportes, para desenvolver a inteligência sinestésico-corporal. "O atendimento especializado é um acompanhamento para que a criança possa desenvolver a área em que tem maior destaque e interesse, além de solucionar dificuldades naquelas em que não se destaca", diz a presidente do Conselho Brasileiro de Superdotação, Susana Pérez. Ignorar esses potenciais, além de representar desperdício de talento e até de mão de obra especializada, pode desestimular a formação tradicional do aluno na sala de aula comum. "Os alunos que se destacam não conseguem avançar em seu próprio ritmo porque há uma série de colegas que seguem mais lentamente", explica Cristina. "Muitas vezes, o superdotado fica entediado, perde o interesse, se desmotiva e até abandona as aulas." De acordo com educadores, alunos superdotados de escolas particulares têm mais chance de receber atenção especial se apresentarem sucesso em áreas do conhecimento acadêmico, como bom desempenho em provas e concursos. "Os colégios, em geral, não valorizam os atletas, os músicos e os líderes. Às vezes, se tornam até um tormento, porque a direção não gosta do movimento que eles lideram ou não tem um programa de esportes", avalia Cristina. No caso de outras habilidades, como as artes, os pais podem procurar atividades extra-classe para estimular os potenciais dos filhos. Já na rede pública, os alunos podem ser atendidos em centros especializados ou salas de recursos multifuncionais, mas nem sempre esses espaços estão disponíveis ou têm vagas para todos. "As escolas públicas sofrem com outras questões que as ocupam de modo intenso. Não há salas ou material apropriado para o atendimento especializado ? e o aluno superdotado não aceita qualquer tipo de material. Ele quer mais", diz Cristina. FONTE:http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100605/not_imp561821,0.php