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Língua Portuguesa - Competição atrai alunos e professores e pretende melhor ensino da escrita

PORTAL MEC - A Olimpíada da Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, que ocorre a cada dois anos, está na segunda edição. O objetivo é contribuir para a formação de professores com vistas à melhoria do ensino da leitura e escrita nas escolas públicas brasileiras. As inscrições estão abertas até 7 de junho. A primeira olimpíada, realizada em 2008, alcançou 6 milhões de alunos. O concurso teve origem no programa Escrevendo o Futuro, desenvolvido pela Fundação Itaú Social entre 2002 e 2006. Atualmente, é realizado em parceria do Ministério da Educação com a Fundação Itaú Social e o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). Na edição de 2008, o número de professores inscritos chegou a 202.280. Eles representaram 55.570 escolas de 5.445 municípios. Em Mato Grosso do Sul, o total de escolas inscritas foi de 764. Chegaram à etapa semifinal dez professores sul-mato-grossenses, cada um com um aluno. Mato Grosso do Sul – Professora do oitavo ano da escola estadual Nair Palácio de Souza, em Nova Andradina, Sônia Pereira foi uma das vencedoras. Com os estudantes, ela trabalhou o gênero memórias. “No começo, quando disse aos alunos que teriam de entrevistar pessoas mais velhas, eles levaram na brincadeira. Achavam que os avós não tinham nada para contar”, lembra. De acordo com Sônia, durante as oficinas, os estudantes, no entanto, ficaram surpreendidos e se empolgaram. “Eles descobriram como as pessoas viviam no tempo dos avós, quando uma boneca podia ser feita de sabugo de milho, por exemplo”, relata. Para a professora, a experiência foi proveitosa. Tanto que ela decidiu inscrever-se também este ano. “Nunca me senti tão valorizada como professora”, diz. Novidades – Uma das novidades da edição de 2010 da olimpíada é a participação de estudantes matriculados no nono ano (oitava série) do ensino fundamental e no primeiro ano do ensino médio de escolas públicas. Eles concorrerão com textos do gênero crônica. As demais categorias permanecem como em 2008 — estudantes do quinto e sexto anos (quarta e quinta séries) participarão com textos do gênero poesia; do sétimo e oitavo anos (sexta e sétima séries), gênero memórias literárias. No ensino médio, os alunos do segundo e do terceiro anos devem concorrer com artigos de opinião. O tema para as redações em todas as categorias é O Lugar Onde Vivo, destinado a valorizar a interação das crianças e jovens com o meio em que crescem. Ao desenvolver os textos, o aluno resgata histórias, aprofunda o conhecimento sobre a realidade e estreita vínculos com a comunidade. Em 2010, uma coleção didática da olimpíada foi enviada a todas as escolas públicas do Brasil. O material é composto por cadernos de orientação ao professor (propõem uma sequência didática para o ensino da leitura e produção de textos), coletânea de textos e cd-rom multimídia para quatro diferentes gêneros textuais (poema, memórias, artigo de opinião e crônica). Etapas – Na olimpíada, alunos e professores participarão de etapas escolares, municipais, estaduais e regionais e da nacional. Serão selecionados 500 textos semifinalistas na etapa estadual, 152 na regional e 20 na nacional. Tanto o estudante quanto o professor serão premiados. Os 500 escolhidos na fase estadual receberão medalhas e livros; os 152 finalistas, medalhas e aparelhos de som. Os 20 vencedores da etapa nacional ganharão medalhas, microcomputadores e impressoras. Para que os professores se inscrevam, as secretarias estaduais e municipais precisam aderir ao concurso. As adesões e inscrições devem ser feitas até o dia 7 de junho, na página eletrônica do Cenpec. Assessoria de Comunicação Social Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15437

Ministro anuncia criação de bolsas de pós-graduação para negros

FOLHA ONLINE - O ministro da Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), Eloi Ferreira, anunciou nesta quinta-feira, dia em que se comemora os 122 anos da Lei Áurea, a criação de 250 bolsas de pós-graduação para alunos negros ou pardos e um aumento de 200 bolsas do Pibic (Programa de Iniciação Científica), que passarão de 600 para 800 em 2010. O ministro destacou que, apesar de o sistema de cotas não ser obrigatório no Brasil, 91 universidades públicas do país adotam a reserva de vagas no vestibular para alunos negros. Ele também anunciou o lançamento de um selo para identificar as instituições de ensino que promovem a Lei nº 10.639, de 2003. O texto tornou obrigatória a inclusão da história do povo negro e suas contribuições culturais, econômicas e sociais para o país no currículo de ensino infantil, fundamental e médio. A entrega dos selos ocorrerá em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. Para Eloi Ferreira, as ações divulgadas hoje ajudam a corrigir injustiças e distorções históricas. "A promulgação da Lei Áurea não foi acompanhada de uma inclusão educacional, habitacional e isso faz com que até hoje o negro continue na base da pirâmide social", afirmou. O ministro defendeu também a criação do Estatuto de Igualdade Racial, que já foi aprovado pela Câmara e aguarda votação no Senado. "Essa lei será como um segundo artigo da Lei Áurea. Ela garante o respeito às religiões de matriz africana e garante a possibilidade de acesso à terra aos remanescentes quilombolas", destacou. Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u734590.shtml

Programa cria quatro mil comissões locais de acompanhamento social

PORTAL MEC - Sexta-feira, 14 de maio de 2010 - 12:15 Porto Alegre — O Programa Universidade para Todos (ProUni) já conta com mais de quatro mil comissões locais de acompanhamento e controle social. Instaladas em campi universitários, essas comissões vão auxiliar o Ministério da Educação e a Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do ProUni (Conap) no aperfeiçoamento e na fiscalização do programa. A diretora de políticas e programas de graduação do MEC, Paula Branco de Mello, que nesta sexta-feira, 14, participou, em Porto Alegre, do seminário O Controle Social no Programa Universidade para Todos, destacou a consolidação do programa. Em cinco anos, o ProUni ofereceu 697 mil bolsas de estudos e alcançou 1,2 mil municípios. Hoje, reúne 1,4 mil instituições de educação superior — mais de 70% das instituições particulares do país — e está no 12º processo seletivo. “As comissões locais vão aumentar a participação de estudantes, professores, coordenadores e representantes do ProUni nas instituições e da sociedade civil no aperfeiçoamento do programa”, afirmou Paula. O presidente da Conap, José Tadeu Rodrigues de Almeida, lembrou que, à época do lançamento do programa, os movimentos sociais duvidavam do ProUni como a melhor alternativa. “Hoje, não há quem questione a validade do programa, que inclui milhares de jovens”, afirmou. Segundo ele, o debate passou a ser a qualidade da inclusão. Garantir essa qualidade é uma das atribuições das comissões de acompanhamento e controle social. Paralelamente ao ProUni, o governo federal promove a expansão da educação federal pública. Desde 2003, foram criadas 105 unidades federais de ensino no país. Até o fim de 2011, 237 municípios serão atendidos Rodrigo Dindo Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15429

Inep selecionará avaliadores para cursos e instituições

PORTAL MEC - A partir da próxima segunda-feira, 17 de maio, estarão abertas as inscrições para avaliadores de cursos e instituições de educação superior. Para se inscrever, o candidato deve ser professor do ensino superior de instituição pública ou privada. A inscrição para o Banco de Avaliadores do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (BASIs) deverá ser feita no sistema e-MEC informando seus dados pessoais, a formação acadêmica e respectiva área de atuação profissional. Os avaliadores que já integram o BASIs, também poderão atualizar seu respectivo cadastro. No que se refere a novas inscrições, elas ficarão armazenadas e serão selecionadas à medida que houver necessidade de determinado perfil de avaliadores. Os avaliadores serão capacitados pela Diretoria de Avaliação da Educação Superior do Inep e selecionados pela Comissão Técnica de Acompanhamento da Avaliação (CTAA), para posterior homologação pelo ministro da Educação, passando a compor o BASIs. Entre as alterações implantadas, está a ampliação de possibilidades de participação nas comissões de avaliação, já que até agora a participação era apenas relacionada à área de formação acadêmica. Ao atualizar o cadastro, o avaliador poderá informar sua área de atuação profissional compatível com a necessidade dos cursos de graduação a serem avaliados. Ambos, avaliadores que estão atualizando cadastro e professores que estão se inscrevendo, poderão fazer opção de ser avaliador em sua área de formação e/ou em sua área de atuação. Poderão, também, optar por ser avaliador de curso de graduação e/ou de instituição de educação superior. Assessoria de Imprensa do Inep Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15434

PROUNI - prazo para emissão e assinatura digital do termo de adesão/aditivo para o segundo semestre de 2010

Brasília-DF, 14 de Maio de 2010 Informamos que o prazo para emissão e assinatura digital do termo de adesão/aditivo para o segundo semestre de 2010 encerrar-se-á no próximo dia 21 de maio, às 23 horas e 59 minutos, conforme determinado pela Portaria Normativa nº11, de 04 de maio de 2010. Vale ressaltar que a emissão de termo aditivo semestralmente é obrigatória para todas as instituições vinculadas ao ProUni, ainda que não seja realizado processo seletivo (vestibular) no segundo semestre. Por este motivo, as mantenedoras que ainda não iniciaram o preenchimento do cadastro de suas instituições para emissão e assinatura do referido documento deverão tomar as devidas providências para cumprimento do prazo acima citado. Atenciosamente, Diretoria de Políticas e Programas de Graduação da Educação Superior Ministério da Educação.

Só 17,5% das escolas têm acesso adequado para deficientes

FOLHA ON LINE - Apenas 17,5% das escolas brasileiras têm banheiros e dependências acessíveis --contando salas, corredores e auditórios-- adequados a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Os dados são do Ministério da Educação. Por decreto federal, desde 2007 todas as escolas deveriam ser adequadas a pessoas com deficiência. Dados do censo escolar de 2009 --fornecidos pelas próprias escolas-- mostram que o índice de acessibilidade na rede pública é de 14,6%; na particular, é de 29,7%. A falta de instalações adequadas é motivo de lembranças traumáticas. Em 2008, no primeiro ano do ensino médio, Sula Albuquerque Silva entrou em uma escola de Brasília sem banheiro adaptado a cadeiras de rodas. Aos 18 anos, teve que usar fraldas geriátricas até que o problema fosse contornado. Para Shirley Silva, professora da Faculdade de Educação da USP, o baixo índice de acessibilidade nas escolas está ligado ao fato de ser recente o crescimento das matrículas de pessoas com deficiência --no ensino fundamental, elas mais do que dobraram em dez anos. "Não há ainda uma concepção generalizada desse direito, ele aparece quando a pessoa aparece", diz. O baixo índice de acessibilidade não poupa nem o Estado mais rico do país. Em São Paulo, ocorre uma situação inusitada: a proporção de escolas acessíveis é maior na rede pública (21%) do que na privada (16%). Em Osasco, a pesquisadora Denise Crispim procurou 12 colégios particulares que oferecessem educação infantil e ensino fundamental para matricular sua filha Sofia, cadeirante de quatro anos. Em todos, diretores alegaram que o espaço não era adequado para a garota. "Percebi que eles usavam a questão arquitetônica como desculpa para justificar que, na verdade, não sabiam lidar com a deficiência", diz. "Como mãe, eu lamento ter que escolher uma escola pela estrutura arquitetônica ou só pela boa vontade de funcionários. Eu não tenho o direito de escolher uma escola com a linha pedagógica que me parece mais adequada, ou que ofereça um trabalho diferenciado?", questiona. Mila Corrêa, 22, cadeirante de Salvador, não nega o incômodo de depender dos outros. "A falta de acessibilidade impedia a autonomia e criava em mim uma aura de 'superproteção', o que para um adolescente é horrível", diz. Segundo Martinha Clarete Dutra dos Santos, da Secretaria de Educação Especial do MEC, o investimento em acessibilidade passou de R$ 700 mil em 2003 para R$ 78 milhões neste ano, o que deverá aumentar o percentual de escolas públicas adaptadas para 25%. Ela diz, no entanto, que a responsabilidade principal é dos Estados e municípios, que têm a maior parte das escolas do país. OPINIÃO Leia abaixo texto de Jairo Marques, coordenador-assistente da Agência Folha: * Durante minha vida escolar, nunca visitei o banheiro do colégio, juro. Não que eu tivesse um balão no lugar da bexiga e que jamais tenha me dado um piriri que qualquer moleque tem aos montes, é que minha cadeira de rodas não passava pela porta mesmo. Criança com deficiência, em geral, ainda não ganhou musculatura forte no pescoço pra esguelar por rampas, por acessos, por atenção um pouco diferenciada em sala de aula, pela dignidade garantida na Constituição a qualquer brasileiro: ir e vir com liberdade. A lógica aplicada lá em casa, e que achei correta, era que eu tinha de estudar, a qualquer custo, porque o conhecimento seria meu instrumento de construção de caminhos mais suaves no futuro. Mas beira a crueldade deixar uma criança tolhida da interação da hora do recreio porque no pátio tem escadas, impedido de praticar esportes porque a quadra não tem condições de acesso. Isso nos casos em que os colégios aceitam os pequenos deficientes uma vez que há diretores de escolas que alegam não poder "assumir a responsabilidade". Sem educação inclusiva, não haverá mercado de trabalho que aceite o deficiente, não haverá governante que se toque que uma cidade não é feita só de gente perfeitinha. Então, uma rampa, uma porta mais larga, um mestre que se comunique em libras ou que saiba entender as diferenças físicas ou sensoriais de uma criança podem garantir um país mais igualitário, mais justo. ANGELA PINHO da Sucursal de Brasília Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u734730.shtml

Universidades precisam debater a agenda da educação, diz ministro

PORTAL MEC - Palmas – Uma visão sistêmica da educação (que considera todos os níveis, etapas e modalidades com a mesma prioridade) deve ser adotada como política de Estado, e não de governo – e o país precisa avançar nessa discussão. A observação foi feita pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, durante reunião plenária da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em Palmas. “Também chegou o momento de ir além do discurso sobre a importância da educação para o desenvolvimento do pais”, defendeu o ministro. “É preciso ultrapassar os limites que impedem esse desenvolvimento, principalmente no que se refere à desigualdade social”, ressaltou. Segundo Haddad, a solução é um maior investimento na educação. “Antes, pensava-se que a desigualdade se relacionava ao mundo do trabalho; hoje, sabe-se que se relaciona à educação.” Para o ministro, as universidades federais precisam debater essas questões e ajudar a construir a agenda da educação para os próximos anos. Haddad lembrou aos reitores que o perfil dos alunos de ensino médio, principalmente advindos de escolas federais, está mudando. “Queremos que o aluno de ensino médio seja capaz de pensar sozinho, de não ter medo do novo, de ser inovador e empreendedor, por meio da prática e da experimentação”, disse. Na visão de Haddad, as universidades devem olhar para o atual modelo político-pedagógico colocado pelas escolas federais de ensino médio, para entender o perfil dos alunos e elaborar currículos de cursos de graduação cada vez menos burocráticos e mais criativos. Outro aspecto abordado pelo ministro se refere à educação infantil. “Quanto mais cedo a criança vai para a escola, maior é seu sucesso acadêmico, no futuro. As transformações na educação superior dependem de reformas na educação básica, que já começaram.” Um dos exemplos citados por Haddad é a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundeb), que atende todos os níveis da educação básica, inclusive o infantil. Assessoria de Comunicação Social Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15425