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Compromisso é fundamental para obter a especialização

Segunda-feira, 03 de maio de 2010 - 12:57 - Fazer um curso de especialização sempre foi o sonho da professora Elizabeth Vieira Borges, de Rio Verde, Goiás. A meta, muitas vezes adiada por questões financeiras, começou a ser realizada em outubro de 2009, quando Elizabeth iniciou o curso de especialização em metodologia do ensino fundamental, na modalidade a distância, no Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação da Universidade Federal de Goiás (UFG). “Agora, enfim tenho a chance de realizar o sonho. Quero fazer a diferença na educação e, consequentemente, obter valorização profissional e satisfação pessoal”, diz a professora, que tem formação em normal superior. Com 22 anos de magistério, Elizabeth trabalha há 13 na Escola Municipal de Educação Fundamental Rosalina Borges. Hoje, atua como coordenadora pedagógica em turmas do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. Ela diz estar gostando do curso, que tem duração de um ano e meio, embora não esteja sendo fácil como imaginava: “A modalidade a distância exige muito comprometimento, um grande compromisso com a própria aprendizagem”, salienta. Segundo Elizabeth, a educação a distância requer que o estudante organize seu tempo, tenha dedicação aos estudos e às pesquisas e seja participativo nas discussões em fóruns e demais atividades on-line e presenciais, pois é avaliado rigorosamente a todo instante. “Os estudos e discussões em fóruns têm contribuído ricamente no aperfeiçoamento da prática pedagógica, pois aprender é um exercício constante para quem deseja ampliar conhecimentos”, afirma Elizabeth. Em sua opinião, o ensino a distância oferece várias oportunidades de conhecimento, crescimento e troca de informações. Para ela, a verdadeira educação ocorre em um ambiente de interação, crítica e trabalho em conjunto, o que garante reflexão e uma construção baseada em pesquisas, orientações, ações conjuntas e colaborativas. Oportunidade — Colega de Elizabeth na Escola Rosalina Borges, Rita de Cássia Oliveira também participa de curso a distância. Formada em pedagogia, ela agora faz uma segunda graduação, em história, graças à oportunidade aberta pelo Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica, ação conjunta desenvolvida pelo Ministério da Educação, instituições públicas de educação superior e secretarias de educação de estados e municípios. Os professores interessados nos cursos fazem a inscrição na Plataforma Freire, desenvolvida especialmente para esse fim. Com esse novo curso, iniciado em fevereiro, Rita espera conquistar novas oportunidades na área profissional. Ela tem gostado da experiência, embora perceba, a cada dia, a necessidade de muita dedicação. “Não é fácil estudar praticamente só, mas há a vantagem do horário flexível, que eu determino”, enfatiza. Rita é professora do ensino fundamental e também dá aulas na Escola Filadelfo Jorge da Silva Filho. Fátima Schenini FONTE: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15383

Popularização das ferramentas digitais impulsiona crescimento de cursos multimídia

IPod no bolso, smartphone na mão, laptop na mochila e Ipad na cabeça. Assim caminha hoje grande parte da humanidade. Com o objetivo de suprir esse público de conteúdo, o curso de produção multimídia está em alta entre as graduações superiores de tecnologia --mais curtas e voltadas para o mercado de trabalho que os bacharelados.

Segundo cadastro do Ministério da Educação, 30 instituições de ensino superior oferecem o curso. Outras 26 aguardam autorização para lançá-lo.
Uma faculdade que recebeu recentemente autorização para ter a graduação foi o Istituto Europeo di Design. Até o início de 2009, seus cursos eram considerados livres. Em outubro, foram reconhecidos pelo MEC como de graduação.

Assim, design digital passou a se chamar produção multimídia para se enquadrar no catálogo nacional de cursos tecnológicos.

Quem se matriculou até 2009, como Vinícius Fragoso, 21, não terá direito ao diploma quando se formar. Mas ele não liga. "Optei pelo IED pela qualidade. Nessa área não tem muita gente formada." Hoje trabalhando como freelancer em sites, quer um emprego fixo. "É um curso muito amplo. Pode formar animadores, webdesigners, programadores, profissionais de música ou artistas que trabalham com 3D."

Paula Perissinoto, coordenadora do curso no IED, diz que, no início do curso, o que desperta o maior interesse dos estudantes é a área de animação. "Eles entram querendo fazer filme, animação."

Criador e produtor da animação "Peixonauta", que faz sucesso na TV, Kiko Mistrorigo vê a profissionalização como algo positivo. "Vão surgir cada vez mais cursos, o que significa que o Brasil está levando a área a sério", afirma.

Simone Alcantara Freitas, coordenadora do curso no Senac, afirma que o mercado está em expansão. "Setores que esboçavam tímida aproximação com as mídias interativas, como o Poder Judiciário e o sistema de educação pública, beneficiados com investimentos federais em telecomunicações, certamente abrigarão profissionais egressos de cursos como os nossos."

Em 3/5/2010
FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u728391.shtml

MEC vai dar bolsas de pós-graduação para os melhores no Enade

O MEC (Ministério da Educação) decidiu conceder bolsas de estudos em cursos de pós-graduação para os universitários concluintes que tiveram as melhores notas em cada curso do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) em 2007 e 2008. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (27).

A portaria estabelece ainda um prazo de 12 meses para que os estudantes estejam matriculados. Cada candidato terá de participar de processos de seleção das instituições a que aspiram ingressar. Se não passarem na prova no período de um ano, terão o benefício cancelado.

As bolsas valerão para cursos de mestrado ou de doutorado bem avaliados pelo MEC. É necessário que a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) tenha concedido nota igual ou superior a 3 a estes programas de pós.

A Diretoria de Avaliação do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e a Capes serão os responsáveis por instituir as bolsas de estudo.

Como ter direito
Para ter o direito ao benefício, o estudante concluinte deverá apresentar ao programa de pós-graduação no qual foi selecionado, uma cópia do boletim de desempenho do estudante emitido pelo Inep, para a solicitação da bolsa à Capes.

Os estudantes já matriculados em cursos de pós-graduação reconhecidos também poderão ser apoiados com as bolsas.

Os benefícios terão prazo máximo de duração de dois anos para o mestrado e de quatro anos para o doutorado. Não é permitido acumular o benefício do MEC com auxílios de outras agências fomentadoras de pesquisa. O Inep é responsável por divulgar a lista dos beneficiados.

UOL Educação em 27/04/2010 - 13h31 -

Da Redação -
Em São Paulo -  
FONTE: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/04/27/mec-vai-dar-bolsas-de-pos-graduacao-para-os-melhores-no-enade.jhtm

Ter uma "nota" incentiva as escolas a melhorarem qualidade da educação, avaliam especialistas

O fato de ter um índice que avalie a escola pode ajudar a melhorar a qualidade da educação na instituição. Entre os estabelecimentos que tiveram maior salto no Ideb entre as edições de 2005 e 2007, a motivação primeira para a melhora foi "o próprio Ideb", contou Maria do Pilar Lacerda. "Parece óbvio", disse a secretária da Educação Básica do MEC (Ministério da Educação). Mas, segundo ela explicou, os gestores passaram a ter parâmetros para medir a situação de suas escolas -- e com isso estabelecer metas de melhoria.

Desde sua criação em 2007, a percepção sobre o indicador mudou. "Hoje há uma expectativa [de quando os resultados vão sair]", diz Pilar. Os resultados de 2009 devem ser divulgados em junho -- o Ideb é calculado a cada dois anos.

"As escolas diziam: melhoramos quando conhecemos os resultados, isso nos motivou", disse Jorge Fasce, sobre algumas instituições que apresentaram aumento nos índice das avaliações nacionais da Argentina. Coordenador da área de avaliação do Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia daquele país, Fasce contou que algumas províncias de seu país preferem não abrir as "notas" das escolas enquanto outras usam justamente a divulgação para estimular mudanças. No BRasil, o MEC disponibiliza os dados de todas as escolas para o público.

•Ter uma "nota" incentiva as escolas a melhorar a qualidade da educação? Opine
Para Pilar, o fato de consolidar um indicador como o Ideb vai além das melhoras na escola. O índice, na opinião da secretária, tornou-se um instrumento de política pública. "Deixamos de ter um balizamento paroquial e clientelista e passamos a ter uma nova baliza institucional", disse. O MEC utiliza o Ideb como parâmetro para aporte de verbas e apoio pedagógico.

Qualidade da educação
Toda avaliação parte do que se quer medir e como essas habilidades e conhecimentos serão mensurados, explicou Reynaldo Fernandes, ex-presidente do Inep, autarquia do MEC responsável pelo Ideb e pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). "Incluir valores, como a socialização [entre o que se quer que o aluno aprenda na escola] é um debate a ser feito", ponderou Reynaldo. Atualmente a Prova Brasil, que compõe o Ideb juntamente com a taxa de reprovação, avalia a aprendizagem de habilidades cognitivas.

Reynaldo também avalia o impacto da avaliação na condução dos projetos pedagógicos: "o índice não chega com o diagnóstico [de onde a escola acertou ou falhou]". E, se a escola entende o propósito da avaliação, esse é um momento de reflexão.

O debate "O que avaliamos quando medimos a qualidade na educação?" faz parte da programação de um encontro latino-americano, que acontece de 28 a 30 de abril em Foz do Iguaçu.
UOL NOTÍCIAS - em 30/4/2010
Karina Yamamoto*
Em Foz do Iguaçu
*A jornalista viajou a convite do MEC (Ministério da Educação.

FONTE: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/04/29/ter-uma-nota-incentiva-as-escolas-a-melhorarem-qualidade-da-educacao-avaliam-especialistas.jhtm